<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471</id><updated>2011-12-14T18:47:18.475-08:00</updated><title type='text'>Paulo Castanho</title><subtitle type='html'>Casa do Notebook é confiança. - 

Tentando melhorar o mundo à minha moda.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paulocast.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-6527781461571879451</id><published>2010-09-28T19:28:00.000-07:00</published><updated>2010-12-13T15:21:36.352-08:00</updated><title type='text'>Com o dedo na ferida.</title><content type='html'>&lt;div&gt;(Este post foi publicado pela Revista Náutica - Edição de novembro/2010)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Para quem gosta de água e de aventura, a vontade de navegar supera tudo. Meu irmão Luiz tem todos os predicados para ser um grande navegante. Adora a água -  seja de um rio, uma represa ou do mar - e topa qualquer parada para poder navegar.&lt;br /&gt;Quando começamos a fazer negócios juntos e ganhar uns trocados, pensamos logo em comprar um barquinho à motor. Já tínhamos sido sócios num pequeno veleiro Paturi, comprado e mantido na represa de Guarapiranga, em São Paulo. Estávamos em pleno 1988 e era tempo de evoluir.&lt;br /&gt;Mas, a grana ainda era pouca, e não podíamos investir muito. Ele então procurou nos jornais de usados e encontrou um inflável de quatro metros. “Usado, mas em ótimo estado”, dizia o anúncio. E comprou aquela jóia.&lt;br /&gt;Começamos então a procurar por um motor de popa poderoso para empurrar aquele espaçoso inflável. E novamente foi o Luiz quem encontrou um possante. Tratava-se de um Evinrude 25 HP com poucos anos de vida, segundo o proprietário. E era tratado com todo o carinho. O próprio filho dele cuidava da mecânica. E olha que o garoto tinha apenas dezessete anos.&lt;br /&gt;Bom, a verba era curta, não dava para escolher muito. Tentamos negociar, oferecemos um micro montado para o garoto, mas nada o fazia mudar de idéia. Queria mil dólares pelo motor, nem mais nem menos. Estávamos na casa deles, já era sexta-feira à noite, e a vontade de navegar no final de semana superou qualquer resquício de cautela. E  compramos o motor.&lt;br /&gt;A viagem para Ubatuba nunca pareceu tão longa. Eu tinha um trailer estacionado num camping da praia da Lagoinha, e para lá rumamos já de madrugada, chegando às três da manhã.&lt;br /&gt;Dormimos muito pouco, a família toda, esperando pela luz do dia para podermos entrar no mar e navegar por aquelas ilhas e pelas costeiras maravilhosas e desconhecidas que já conseguíamos ver em nossa imaginação.&lt;br /&gt;Às oito da manhã estávamos colocando o barco na água, depois de gastar muito fôlego para enchê-lo. Subimos à bordo, eu, o Luiz, meu filho Felipe e o Tavinho, meu sobrinho. O motor não deu chabú, pegou logo entre a centésima e a duocentésima  puxada da cordinha. O problema é que, quando começamos a acelerar, ele parecia não ter força para empurrar aquele peso todo. Parecia ter apenas cinco HP. Tínhamos caído no golpe do motor de popa.&lt;br /&gt;A essa altura não dava mais para reclamar. Vamos passear assim mesmo, decidimos. E saímos em direção à ilhota da Lagoinha, onde ancoramos e ficamos nadando e mergulhando. Que maravilha. Finalmente tínhamos nossa própria embarcação. Não era grande coisa, mas para nós era o paraíso, tudo pelo que tínhamos sonhado. Nossos filhos estavam orgulhosos de nós.&lt;br /&gt;Depois de umas duas horas, resolvemos voltar à praia, que estava a cerca de quinhentos metros. E ocorreu a primeira surpresa. O barquinho estava murchando, esvaziando devagar, devia estar furado, sei lá.&lt;br /&gt;Aí, bateu o desespero. Chamamos os garotos correndo, entramos todos no barco, ligamos o motor que pegou mais rápido dessa vez e partimos capengando de volta para o camping. O barquinho, meio murcho,  ia navegando de lado, querendo virar para bombordo por conta própria, mas conseguimos conduzi-lo até a praia. Alívio total.&lt;br /&gt;Depois dessa desastrada aventura fomos almoçar com as esposas, e o Luiz saiu pela cidade atrás de um kit para tapar os buracos do barco. Voltou apenas às sete horas da noite, exultante com os remendos de borracha e a cola de sapateiro que “descolou” em alguma biboca de Ubatuba.&lt;br /&gt;Enquanto todos jantavam, assistiam televisão e iam dormir, o Luiz trabalhava. Desmontou toda a carcaça do inflável e remendou um a um todos os pequenos furos que encontrou nas câmaras de ar. Segundo nos contou no dia seguinte, só foi dormir às duas da manhã, depois de fechar e encher de ar novamente o barco. Tinha encontrado mais de dez furos naquela jóia.&lt;br /&gt;Mas, como bom marinheiro, não desistia, e às oito da manhã já estava em pé, pronto para nova aventura nos mares de Ubatuba.&lt;br /&gt;Saímos então, os quatro aventureiros, em nova travessia motorizada. Desta vez, como tínhamos um barquinho reformado – e apesar do motor pópópó que não rendia nada –  resolvemos navegar paralelo à costa em direção à ilha do Mar Virado. Não sei por que, mas esse nome me assusta um pouco até hoje.&lt;br /&gt;Quando tínhamos percorrido talvez umas duas milhas, encontramos uma encosta muito alta com águas de um verde claro, transparente, que nos convidavam para um refrescante mergulho. Acho que todos pensaram ao mesmo tempo: É aqui que nós vamos ficar. Antes mesmo de ancorar, os meninos já tinham pulado na água e começaram a nadar em direção ao paredão de pedra.&lt;br /&gt;Engraçado que por nenhum momento me ocorreu não termos coletes salva-vidas ou qualquer outro meio de salvamento além do próprio barco, que pelo menos era inflável e não afundava.&lt;br /&gt;Pois bem, enquanto o Luiz punha o motor em ponto morto, eu me encarreguei da pequena âncora que se abria em três hastes pontudas. E caprichei. Girei a âncora uma, duas, três vezes e PAU...ela raspou a superfície do barquinho e fez um furo.&lt;br /&gt;Sim, parecia impossível, mas tinha acontecido. O barquinho estava furado, e chiava como uma panela de pressão. Imediatamente coloquei um dedo na ferida - no furo - e gritei para o Luiz chamar as crianças porque o barco podia afundar. Os moleques nadaram como golfinhos movidos pelo desespero e pelos gritos do Luiz, que ao mesmo tempo me dava tapas na orelha e gritava: “Seu desgraçado, sabe quantas horas eu trabalhei para tapar os furos ?”.   “Seu desastrado, por que você fez isso ?”. Como se eu tivesse feito de propósito.&lt;br /&gt;Para completar, o motor não queria mais pegar. Foram mais de quinze minutos de sofrimento e centenas de puxadas na cordinha para que ele finalmente pegasse e nos empurrasse a dois e meio nós por hora de volta até o camping. Meu dedo já não doía mais apertando aquele furo – tinha adormecido. O braço ameaçava ter uma cãibra e eu não achava uma posição para me firmar no barco. Foram as duas milhas mais longas de minha vida.&lt;br /&gt;O Luiz acelerando e xingando, os meninos tremendo e rezando, o motor resfolegando e eu me equilibrando no inflável com o dedo enfiado naquele buraco para evitar o pior. Quando fizemos a volta na última pedra e avistamos a praia da Lagoinha novamente, bateu um alívio geral. Mais uns quinze minutos e encostamos na praia. Só faltou chorarmos de alegria.&lt;br /&gt;Bem, a história termina aqui, porque o Luiz perdeu o entusiasmo e não quis mais consertar o barco. Aliás, não quis mais falar comigo por um bom tempo.&lt;br /&gt;Também mudou o tempo e choveu muito no dia seguinte, enchendo todo o camping de água e acabando de vez com o programa.&lt;br /&gt;Ficou o gosto pela navegação que pude curtir tão pouco mas que me contaminou. Desde 1997, quando comprei minha pequena e marinheira Wellcraft 19, um  Utility Boat, já naveguei muito. Dei a volta em Ilhabela, circulei pelo canal de Bertioga mais de cinqüenta vezes, levei a lanchinha para Angra, Barra do Una, as Ilhas. Hoje navego numa Fishing 22 UB, e nunca mais esqueci a lição: Não deixo de conferir o material de salvatagem, e sigo religiosamente todas as rotinas de ancoragem que aprendi com o Carlão nos cursos de Arrais e Mestre.&lt;br /&gt;E fiz uma promessa: Navegar no dedo, nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-6527781461571879451?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/6527781461571879451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/6527781461571879451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2010/09/com-o-dedo-na-ferida.html' title='Com o dedo na ferida.'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-2843800817771005117</id><published>2010-09-28T19:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T21:04:20.087-07:00</updated><title type='text'>Aquilamaris, Aquilamaris, mayday Aquilamaris</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TKK6pnlV0cI/AAAAAAAABSs/tSqD1nOT5SQ/s1600/Fishing22Y.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522181317272654274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TKK6pnlV0cI/AAAAAAAABSs/tSqD1nOT5SQ/s320/Fishing22Y.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aquilamaris é a mãe.&lt;br /&gt;Eu detesto essa brincadeira , mas os amigos do Percy Jr., meu sobrinho lá do Guarujá, insistem nela. Basta eu chegar para o coro começar: “Aquilamaris, aquilamaris, socorro aquilamaris”. E o culpado, novamente, é o meu irmão Luiz que não soube explicar a eles a situação dramática que passamos.&lt;br /&gt;Na verdade, eu tive uma experiência traumatizante com minha primeira lanchinha, chamada El Niño. E o Luiz – gozador como ninguém - contou para todos como se fosse piada. E eles agora não perdoam: “Aquilamaris....”.&lt;br /&gt;Vou contar como foi. Vejam se eu não tinha razão em ficar apavorado.&lt;br /&gt;Eu encomendei uma lanchinha maravilhosa em São Paulo, no estaleiro Dumar, e quando ficou pronta escolhi uma Marina do Guarujá para guardar o barco. A Marina chamava-se Áquila Maris.&lt;br /&gt;Essa Marina ficava na praia de Pernambuco, com saída por uma baía chamada de Mar Casado.&lt;br /&gt;Até aí, tudo bem. Testamos o barco no Canal de Bertioga, foram feitos todos os acertos de hélice e comandos, e eu comecei a navegar aos poucos, saindo na primeira navegada com um dos sócios da Marina, para conhecer as redondezas.&lt;br /&gt;Mas, marinheiro de primeira viagem, cometi alguns desatinos nos primeiros passeios, e vou contar alguns deles em breve.&lt;br /&gt;Hoje quero falar desse episódio, que reflete uma ocorrência até comum entre os iniciantes, mas que poderia ter acabado em tragédia.&lt;br /&gt;Num dos primeiros passeios com meu barco, ainda encantado com as possibilidades que se abriam, levei meu irmão Luiz e seus dois filhos, o Tavinho e o Gabriel, para um passeio.&lt;br /&gt;Como ainda não tinha muita experiência, saímos do Mar Casado, demos a volta no morro e resolvemos ancorar na praia de Pernambuco, uma das mais bonitas do Guarujá.&lt;br /&gt;Tudo dentro da normalidade, local abrigado, boa distância da praia, alguns barcos já estavam no local. Escolhemos um ponto e pedi ajuda ao Luiz para jogar a âncora enquanto eu manobrava o barco.&lt;br /&gt;A grande falha estava na manobra de ancoragem. Eu deveria ficar com a proa voltada para o vento e não com a popa. Nesse pequeno descuido, e por total falta de preparo, acabamos ancorando bem em cima da âncora, sem folga no cabo.&lt;br /&gt;Como não sabíamos disso, ficamos tranqüilos. O Tavinho, meu sobrinho mais velho, já tinha dezesseis anos e nadava bem. Foi o primeiro a pular na água. Em seguida saiu o Gabriel, com oito anos, vestindo um salva-vidas e sentado numa bóia.&lt;br /&gt;Eu demorei um pouco mais a cair na água, esperando para verificar se estava tudo bem, e tentando convencer o Luiz a nadar também, coisa que ele prudentemente recusou.&lt;br /&gt;Finalmente dei um mergulho e comecei a nadar um pouco em direção à praia. Quando estava a uns trinta metros do barco parei de nadar e olhei em direção a ele. E, surpresa, o barquinho ancorado parecia estar se deslocando.&lt;br /&gt;Quase não acreditei. Achei que estava tendo uma impressão errada e demorei um pouco para reagir, mas não havia dúvida - ele estava se deslocando e ia em direção às pedras.&lt;br /&gt;Meu coração disparou. Comecei a gritar para o Luiz ligar o motor, enquanto nadava como um louco tentando alcançar o barco. Na minha cabeça um turbilhão: O barco desgarrado em direção às pedras, meus sobrinhos na água, meu irmão dentro do barco não me escutava, não estava treinado sobre a operação do barco, e já estava assustado com aquele movimento. Uma tragédia.&lt;br /&gt;Bom, não tinha outra alternativa senão rezar e nadar, rezar e nadar, e torcer para que o Luiz lembrasse de ligar o motor e se afastar, ou que o vento desviasse o barco para outra direção.&lt;br /&gt;Finalmente, já totalmente sem fôlego e ainda longe uns cinquenta metros, percebi que o barco parou. Comecei a nadar com forças renovadas, sempre gritando para o Luiz: “liga o motor, liga o motor !”. Quando cheguei ao barco e subi pela escadinha, assumi o comando xingando meu irmão por não ter ligado o motor do barco. Só que ele havia tentado, mas a partida não funcionava. Tentei umas vinte vezes dar a partida, mas não ligava.&lt;br /&gt;Apavorado com a situação, olhei para as pedras ali ao lado ainda sem entender porque o barco tinha parado, olhei para meu sobrinho pequeno indo embora em cima da bóia a uns cem metros do barco e sendo levado pela corrente, e me desesperei.&lt;br /&gt;Enquanto tentava ligar o motor que não dava sinal, peguei o rádio e comecei a chamar desesperado: “Áquila Maris, Áquila Maris...Mayday....Mayday...Socorro Áquilamaris....”.&lt;br /&gt;Aí veio a surpresa, na resposta do rádio: “Calma Cassstanho....(com aquele sotaque do Litoral, me respondia o funcionário da Marina)....calma....to te vendo aqui da praia....num fica afobado não...nós tamo aqui pertinho....”.&lt;br /&gt;Com essa resposta eu fiquei paralisado: Será que estava exagerando, e não havia tanto perigo como eu imaginava ?&lt;br /&gt;Não é possível, pensei....eu aqui com o barco preso nas rochas a dois metros da encosta – agora eu entendia que a âncora, providencialmente, havia prendido nas pedras do fundo e evitado o choque do barco com as pedras – meu sobrinho pequeno à deriva numa bóia, meu sobrinho maior mergulhando para salvar o irmão, eu tentando ligar o motor para tirar o barco das pedras, e o caiçara falando no rádio com aquele sotaque do Litoral: “calma Cassstanho, eu tô te vendo.....demorou....daqui a pouco eu mando alguém aí...”.&lt;br /&gt;Bom, não dava para esperar aquela calmaria toda. Comecei a mexer no comando do motor, e aí descobri um profundo segredo: A partida só funciona se o comando estiver em ponto morto ! Na verdade, alguém deve ter esbarrado no comando, ou meu irmão mesmo, naquelas tentativas de fazer o motor funcionar. Encontrado o ponto morto, dei na chave novamente e Roooom...o motor pegou de primeira.&lt;br /&gt;Aí, não tive mais dúvida: engatei uma ré e dei uma tremenda acelerada, desgrudando o ferro e soltando o barco das pedras.&lt;br /&gt;Recolhemos então a âncora e fomos em direção aos dois sobrinhos que estavam a cerca de cem metros, flutuando em direção ao alto mar, completando o salvamento.&lt;br /&gt;Foram necessários mais uns quinze minutos para o nosso “salvador” aparecer montado num Jet-sky, todo gabola, rindo e dizendo: “Que apavoramento foi esse, Cassstanho ? A gente tava aqui do lado”.&lt;br /&gt;Por que não vieram nos salvar então ?, perguntei.&lt;br /&gt;“Ah, eu só faço socorro se estiver naufragando....eu tava te vendo da praia...demorou...tava tranqüilo...”.&lt;br /&gt;Bom, não preciso dizer aqui o que eu pensei, e o que falei para ele. Só posso dizer que fiquei com trauma daquele dia.&lt;br /&gt;Hoje o funcionário não está mais lá, a Marina mudou de endereço e faz passeios maravilhosos de lancha pelo Canal de Bertioga saindo da praia da Enseada. E os donos continuam meus amigos.&lt;br /&gt;Mas, não concordo com as brincadeiras dos amigos de meu sobrinho Percy Jr. lá do Guarujá me imitando: “Aquilamaris, aquilamaris, socorro aquilamaris... mayday... mayday...”.&lt;br /&gt;Aquilamaris é a mãe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-2843800817771005117?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/2843800817771005117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/2843800817771005117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2010/09/aquilamaris-aquilamaris-mayday.html' title='Aquilamaris, Aquilamaris, mayday Aquilamaris'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TKK6pnlV0cI/AAAAAAAABSs/tSqD1nOT5SQ/s72-c/Fishing22Y.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-746652271308086014</id><published>2010-03-02T16:40:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T17:12:51.106-08:00</updated><title type='text'>Parem o mundo que eu quero descer.</title><content type='html'>Março de 2010 - Acabo de ouvir uma notícia estranha e preocupante. Um casal da Argentina fez um pacto de morte e cometeu suicídio, com medo de estar chegando o fim do mundo. O pior é que tinham um casal de filhos, e balearam as duas crianças também. O mais velho, de dois anos, foi encontrado morto junto com os pais. A menorzinha, de sete meses, foi encontrada chorando, após três dias do ocorrido, apesar de ter levado um tiro no peito, que felizmente não atingiu nenhum órgão vital. O que teria levado esse estranho casal ao gesto extremo ? Seriam as grandes alterações climáticas, e as catástrofes que vêm ocorrendo em todo o mundo desde o final de 2009 ? Nestes dois últimos meses, um terremoto devastou o Haiti, matando mais de 100 mil pessoas. A natureza não perdoa, e escolheu para essa desgraça um dos países mais pobres do planeta. No mundo todo, tempestades de chuva ou de neve vem assolando diversos países, sempre em proporções muito superiores às consideradas normais para a época. E, São Paulo, chuvas torrenciais provocam enchentes que muitos julgavam superadas nos últimos anos. Bairros inteiros foram alagados e alguns, instalados na várzea do rio Tietê, estão sendo totalmente desocupados e suas casas demolidas. No último dia de 2009, uma tempestade devastou a cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, que fica na Serra do Mar entre Taubaté e Ubatuba, em São Paulo. Nem mesmo a pequena e secular igreja matriz da cidade resistiu. Desabou em meio a uma corredeira de água e lama vinda com as inundações. O mesmo temporal alcançou a cidade de Angra dos Reis, um verdadeiro paraíso com as mais belas ilhas dentro da baía de Ilha Grande. Pois bem, os morros da cidade vieram abaixo, levando muitas casas e matando dezenas de pessoas. Na Ilha Grande, outro desmoronamento arrastou outra dezena de casas, e atingiu uma das pousadas mais charmosas da região, matando várias pessoas. Nos Estados Unidos, nevascas descomunais atingem cidades como Nova Iorque, paralizando totalmente as atividades, e deixando atônitos os especialistas em clima. Enquanto eu escrevo estas linhas, vejo na TV as cidades do Chile totalmente devastadas pelo terremoto mais forte já ocorrido na Terra, pelo menos desde que existe a TV. Outra novidade: Um iceberg descolou da Antartica e viaja pelo mar à deriva. Não seria novidade, se não fosse o maior já visto até hoje. Ele tem o tamanho equivalente à metade do Distrito Federal, Brasília. Será que é o fim do mundo ? Se for, tudo bem. Eu estou preparado. Já comprei um pacote com dezoito latinhas de cerveja pelo preço de doze. Também estoquei dois pacotes de amendoim torrado com casca da Yoki. Eles não podem faltar em meu happy-hour, quando eu sento na frente da TV e fico girando de um canal para outro atrás de notícias. Aliás, acho que é por isso que algumas pessoas se matam, assustadas com o que vêem na TV. Só tem notícia ruim, é desgraça pra todo lado. Notícia boa é alguém que foi salvo de um assalto pela medalhinha do pescoço, que parou a bala que ia direto ao coração. Acho melhor começar a agir para salvar o mundo. E já tenho tudo planejado. Minha primeira providência vai ser mudar de plano na TV à cabo. Vou tirar todos os canais de notícias, e deixar apenas os canais de desenho animado, os canais de natureza que mostram a vida animal, e os canais de religião, que ninguém é de ferro. E vai ser um canal de cada religião, pois na hora H nunca se sabe. Quem quer se salvar tem de saber pular de um barco pra outro, digo, de um canal para outro. E vade retro, satanás !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-746652271308086014?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/746652271308086014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/746652271308086014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2010/03/parem-o-mundo-que-eu-quero-descer.html' title='Parem o mundo que eu quero descer.'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-8525835923219292396</id><published>2009-07-13T20:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T21:57:05.876-07:00</updated><title type='text'>A tropa do Otaviano.</title><content type='html'>Otaviano era um nordestino forte e queimado de sol. Devia ter por volta de cinquenta anos, e era chefe de tropa. Ele tinha uma tropa de cavalos, cerca de quinze animais, de todos os tipos e tamanhos. Tinha cavalo pequeno, cavalo grande. Tinha uma égua branca chamada Ventania que galopava muito e vivia prenhe. Outra égua castanha que mancava de uma perna, chamada Lasca-lenha. Acho que o Otaviano comprava seus cavalos no leilão da Prefeitura, por isso tinha animais de todos os tipos, um diferente do outro. O Otaviano tinha também alguns empregados, que cuidavam da tropa. De vez em quando eles nos deixavam rodar a tropa com eles. Nessas ocasiões, cada um pegava um dos cavalos que estavam presos no cercado, selava, montava, e ia com o pessoal procurar os animais que estavam soltos pelas ruas, pastando nos terrenos baldios. A isso se chamava rodar a tropa. O Otaviano morava em um trailer que ficava parado numa esquina do Alto de Pinheiros, bairro nobre de São Paulo que, naqueles idos de 1950, havia sido recém lançado pela Companhia City. Sua profissão e a de seus empregados era a de guarda noturno. Os guardas noturnos naquela época ainda não tinham motos ou carros como hoje. Andavam à cavalo mesmo, e faziam a ronda no bairro, que ainda tinha muitos terrenos vazios e poucas casas. O principal ajudante do Otaviano era o Macumbeiro. Não sei porque ele tinha esse apelido, mas ninguém sabia o seu nome. Macumbeiro era o mais valente daquela turma. Cabra macho. Gente ruim mesmo. Tinha fama de pegar os moleques que roubavam os cavalos e pendurá-los de cabeça para baixo no rio Pinheiros, baixando devagarinho até afundar a cabeça do moleque naquela água imunda. Mas, não sei porque, eu caí nas graças dele. Nossa turma, quando queria andar à cavalo, alugava os cavalos do Otaviano. Eu geralmente ia junto, mas não tinha dinheiro para alugar um deles. Ficava por lá conversando com os peões, com o filho do Otaviano, com o Macumbeiro. E assim fui fazendo amizade com eles. Mas, nossa turma também saia para roubar cavalos. Roubar cavalos significava encontrar os cavalos do Otaviano pastando e tentar laçar um deles para dar umas voltas. Para isso a gente levava uma cordinha, e montava em pelo mesmo. Nada de cela ou pano no lombo do bicho. Pois bem, todo pecado tem seu castigo. Uma noite saimos em quatro para roubar cavalos. Achamos os bichos perto da Marginal do Rio Pinheiros, que naquela época não passava de uma estradinha de terra ao lado da estrada de ferro. Cercamos os cavalos tentando laçar um deles, mas estavam muito desconfiados e se juntaram em um grupo compacto.  Eu, mais arrojado que os outros, fui me aproximando de um dos cavalos para por a cordinha sobre seu pescoço. Quando estava quase conseguindo meu intento, Pumba ! Tomei um coice na coxa vindo de uma égua que estava logo à frente. A dor foi tão intensa que pensei que fosse desmaiar. Comecei a suar frio e a sentir uma fraqueza e uma tontura. Sentei na estrada e baixei a cabeça, e aos poucos a dor foi passando e eu me recuperei. Não preciso dizer que a caçada terminou ali mesmo, e que fomos todos para casa ainda assustados com o ocorrido. Mas, o maior susto de todos aconteceu numa tarde de domingo. Estávamos, eu e dois amigos, conversando no campinho, quando um deles nos disse que tinha visto um cavalo pastando ali perto e sugeriu que fossemos dar umas voltas. Nessa época eu devia ter uns treze anos, e meus amigos eram bem mais velhos que eu. Teriam uns dezesseis anos cada um, provavelmente. Providenciamos uma cordinha e fomos ao encontro do cavalo, que na verdade era uma égua. Depois de laça-la no meio da grama alta do terreno, saimos em busca de uma área livre para podrmos dar uns galopes. Mas, nem tínhamos conseguido sair do terreno quando, numa rua transversal apareceu uma figura imponente montada num cavalo marrom, e usando um chapéu de cangaceiro: Era o Macumbeiro. Quando nos viu deu um grito: "- Peraí seus muleque..." e tocou o cavalo em nossa direção. Eu só me lembro que saímos correndo, os três, pelo meio do mato, e ele nos perseguindo à galope. Eu, o menorzinho, não consegui correr nem 20 metros e já tropecei e caí no meio do capim, esperando o pior. Mas, ví o Macumbeiro passar por mim voando e continuar seu galope atrás dos dois amigos, na direção do Rio Pinheiros que ficava a cerca de quinhentos metros dalí. Bom, só me restava correr para casa ainda com as pernas tremendo, e ficar escondido por uns dias. Só fui encontrar meus amigos novamente no outro domingo, e, curioso, quiz saber o final daquela aventura. Eles me contaram o seguinte: O Macumbeiro correu atrás deles pela avenida da Prefeitura por uns trezentos metros. Aí, um deles tentou atravessar o riozinho, mas, apavorado, acabou caindo no meio daquela água de esgoto - é, o riozinho saía de uma manilha de esgoto e corria no meio de uma vala até o Rio Pinheiros.  O peão, então, abandonou esse coitado e passou a se dedicar ao outro, que ainda corria na avenida. O resultado foi o seguinte: O cara correu até o rio, virou à esquerda na direção de Santo Amaro e continuou correndo. E o cavaleiro atrás dele. Segundo suas contas, o Macumbeiro só desistiu depois de uns dez quilometros de espinheiros, poças dágua, pedras, tombos, esfolões e mais correria. E só desistiu porque já estava escurecendo,  senão ele iria correr até Parelheiros. Eu, depois daquela, não tive mais coragem de aparecer lá pelo Otaviano. Tinha medo de encontrar o Macumbeiro, e ele querer me dar uma coça, apesar de ele ter me poupado naquele dia. E ficou uma lição: A emoção de roubar os cavalos era ótima mas não valia a pena. Era melhor ser amigo do Macumbeiro e rodar a tropa na amizade, numa boa. Mais vale um cavalo na mão que duas éguas voando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-8525835923219292396?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/8525835923219292396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/8525835923219292396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2009/07/tropa-do-otaviano.html' title='A tropa do Otaviano.'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-727750257310905901</id><published>2009-07-08T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T20:29:06.101-07:00</updated><title type='text'>Neusinha Moleque.</title><content type='html'>Neusinha Moleque era paraíba.  Ou seja,  mulher macho. Ainda não se usava a expressão sapatão, que surgiu alguns anos mais tarde. Nenhum preconceito, apenas uma designação. Nos anos sessenta, homossexual era viado mesmo, e mulher macho era paraíba. A Neusinha circulava pelo Largo de Pinheiros e imediações. Frequentava os bares, tomava cerveja com a rapaziada, subia até o Snooker, mas era sempre uma figura meio marginal. Não pertencia a nenhuma turma do pedaço. E ninguém sabia onde morava, de onde vinha e para onde ia no final da noite. Era uma das muitas figurinhas carimbadas que circulavam pelo bairro, quase uma lenda. Diziam que andava armada. Não sei se carregava uma navalha como usavam as prostitutas e os travestis da Zona. Lembro até hoje das raras vezes em que ela se aproximou de nossa roda no bar do Toninho. O bar do Toninho ficava bem atrás da igreja do Largo de Pinheiros, pertinho do Bar das Batidas - cujo apelido, devido à localização, era cú do padre. O bar do Toninho era nosso preferido, porque o Toninho, um português com cerca de trinta anos, era boa praça, bom de piadas, parecia mais um da turma. Já o bar do Gordo, ao lado, era mais antigo, tinha uma boa feijoada na madrugada de sexta-feira, mas seus donos e irmãos - o gordo e o magro - eram meio escamosos, não davam muita bola para nossa turma. A barra também era mais pesada no bar do Gordo, frequentado pelos motoristas de praça, mas também por cafetões, ladrões do bairro, viciados e traficantes que iam matar a fome nas madrugadas. E, logicamente, pelos investigadores de polícia, que iam comer de graça e ficavam de butuca para ver se pegavam alguma informação ou algum flagrante. Pois bem, voltando à Neusinha Moleque, todos sabiam que ela frequentava as bocas do Centro da cidade, tanto a boca do luxo - aquela das boates, das mulheres bonitas -  como a boca do lixo - aquela das mulheres nas ruas e nas portas dos apartamentos sujos e malcheirosos. E que se prostituia, tanto com homens quanto com mulheres. Mas, também fazia sucesso com as prostitutas e tinha amantes mulheres por lá, que brigavam entre sí pela parceira. E que ninguém se metesse com ela. Brigava muito, a Neusinha. Corriam boatos de que já tinha batido em três soldados da Força Pública de uma vez. Então, ninguém se metia a besta. Todo mundo tratava bem a baixinha, e aceitava suas intromissões nas rodinhas onde se tomava cerveja e se jogava palitinho. Na verdade, em minha lembrança ficaram apenas algumas observações que ouvi dela em sua filosofia de sarjeta. Por exemplo: Neusinha afirmava que todo  homem que usava o pinto pro lado direito era viado. E não adiantava questionar o porquê dessa afirmativa. Era a sabedoria das ruas, contra a qual nenhum conhecimento científico podia se opor. Entre suas histórias, fiquei particularmente impressionado com o relato de uma ocorrência, talvez por ter acontecido próximo à minha casa. O fato ocorrera na Al. Gabriel Monteiro da Silva, num bairro nobre de São Paulo. Segundo Neusinha, ela foi chamada pelo telefone por um senhor de idade que morava sosinho numa mansão daquela alameda. Só ele e as empregadas. Chegando lá, foi abrindo o portão como ele instruíra, já que tinha dispensado as serviçais. Recebida pelo dono da casa, foram direto para o quarto. Não era a primeira vez que ela prestava seus serviços a ele, e já conhecia os aposentos. O impressionante do fato ocorreu a seguir. Quando estavam em pleno ato sexual, ela por cima dele como já estava acostumada, ele quase atingindo o climax,  o homem teve um piripaque, um infarto em plena foda, e começou a gemer, ficou paralisado. Ela, depois do susto, se vestiu rapidinho e tentou reanimá-lo, mas percebeu que já estava morto. Assim sendo, não teve dúvidas: Arrumou as coisas, arrumou o velho, saiu de fininho, fechou todas as portas, olhou na calçada para confirmar que a rua estava vazia e pernas pra que te quero. Sumiu na madrugada. E nunca mais apareceu ou procurou saber o final da história. Provavelmente as empregadas encontraram o velho morto. Devem ter chamado a família e o homem foi enterrado normalmente, como qualquer enfartado que morre em casa. Só que ninguém ficou sabendo que o velho morreu transando, e que no momento do infarto já devia estar quase no paraíso.&lt;br /&gt;A Neusinha era de morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-727750257310905901?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/727750257310905901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/727750257310905901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2009/07/neusinha-moleque.html' title='Neusinha Moleque.'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-113478264184416445</id><published>2005-12-16T16:33:00.000-08:00</published><updated>2005-12-16T18:25:20.000-08:00</updated><title type='text'>Soluções públicas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/1600/elnino.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/200/elnino.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que problemas modernos exigem soluções modernas. Não dá para conviver com os problemas atuais da cidade e ficar tentando resolver com as velhas soluções ou com paliativos. Tem de ser prático e direto.&lt;br /&gt;Vamos aos exemplos:&lt;br /&gt;1 - Vamos falar das enchentes no rio Tietê e das constantes paralizações no trânsito da Av. Marginal, principalmente em baixo da ponte das Bandeiras.&lt;br /&gt;Ora, essa ponte foi construída no tempo do onça, quando meu pai remava no Rio Tietê, sócio do Clube de mesmo nome que fica ao lado da ponte.&lt;br /&gt;Uma ponte baixa, construída sobre uma pista da avenida que fica abaixo do nível das margens do rio. Uma ponte que, ao passar sob ela um caminhão com carga um pouco mais alta, ou fica entalado, e atrapalha todo o trânsito, ou é obrigado a recuar e contornar por fora da ponte, fazendo do trânsito naquela avenida um dos piores do país.&lt;br /&gt;Solução: Que tal construir outra ponte, ao lado daquela, talvez até duas pontes, uma à esquerda e outra à direita, pontes modernas, metálicas, altas. E então implodir a velha ponte. É monumento histórico ? Guardem fotos, guardem pedaços, mas não impeçam a cidade de crescer, de evoluir.&lt;br /&gt;Quanto custa uma ponte ? Um milhão ? Dez milhões ? Cem milhões ? Não importa. Uma ponte custa bem menos que a vida de milhões de brasileiros que, diariamente,  enfrentam os problemas de trânsito nos dias de chuva. E, com as pontes mais altas, levantem o piso da Av. Marginal. Levantem até uma altura suficiente para que a água deixe de se acumular naquele ponto e permita que o trânsito flua normalmente.&lt;br /&gt;Busquem patrocínio. Tenho certeza de que dezenas de grandes empresas, bancos, indústrias, teriam o maior interesse em patrocinar a construção de uma nova ponte em troca de algum tipo de propaganda naquele local.&lt;br /&gt;E não é só aquela ponte. São várias outras pontes nas marginais Pinheiros e Tietê que podem e devem ser refeitas, permitindo que o trânsito flua melhor, dando novas opções de caminhos para os infelizes que são obrigados a trafegar nas marginais paulistas. &lt;br /&gt;Acho que está em tempo para o prefeito Serra estudar e dar início a esse projeto. E consolidar seu nome entre os grandes nomes da política paulista e nacional que com suas obras modificaram esta cidade, como Prestes Maia, Faria Lima, Jânio Quadros. E poder declarar publicamente: Obra de José Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - E o problema dos morros no Rio ? Já escrevi aqui, mas vou insistir. Os traficantes dominam os morros desde o topo, com armas pesadas, munidos de binóculos, esquadrinhando todas as entradas e estradas dos morros, e impedindo qualquer tipo de ataque de surpresa pois estão sempre por cima.&lt;br /&gt;Solução: Que tal inverter essa situação, e colocar o exército e a polícia lá em cima ? Em cima dos morros, fazendo quartéis, helipontos, fortalezas, e dominando os morros de cima para baixo, substituindo os traficantes, e espantando esses bandidos para outras plagas. &lt;br /&gt;Por que será que já tentaram envolver o exército nessa luta, mas ninguém tentou se instalar no topo dos morros. Essa é uma estratégia básica de qualquer sistema de defesa. Desde a idade da pedra o homem já conhecia essa tática, e se instalava em locais de onde pudesse dominar o maior território possível. Os castelos, os fortes, as cidades, eram todos instalados nos locais mais altos, facilitando a defesa e dificultando os ataques do inimigo.&lt;br /&gt;A polícia do Rio já tentou usar até helicóptero, para dominar os ares (e ficou vulnerável), mas não se instala lá em cima, no próprio morro, bem armada, com lunetas, com fuzís, com metralhadoras, com câmeras de vídeo e, principalmente, com vontade de resolver de vez o problema da violência que vem dos morros do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro assunto: Do Rodoanel de São Paulo então nem se fala. Não vale a pena. Porque de política eu me recuso a falar. Quem sabe no próximo ano, depois das eleições, possamos falar de Rodoanel em torno da cidade de São Paulo, resolvendo os principais problemas de trânsito nas vias marginais. Para isso, é só eleger alguém que se preocupe com a cidade, e não com os adversários políticos. E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do próximo blog vou começar a contar histórias que viví. Histórias engraçadas, ou diferentes do convencional, ou estranhas. Todas as histórias que vierem à minha lembrança e que eu considerar interessantes.&lt;br /&gt;E vou parando, que nossa nova gatinha não me deixa escrever direito. Ela pula em meu colo, sobe na cabeça, lambe a orelha, arranha a barriga. O bicho não para, só quer brincar, mas é super divertido.&lt;br /&gt;Bay, bay, a8///// - sabem quem te clou? a gatinha....Tchau..//////////////////////////&lt;a Nosso Patrocinador:  href="http://www.casadonotebook.com.br"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-113478264184416445?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113478264184416445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113478264184416445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2005/12/solues-pblicas.html' title='Soluções públicas'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-113357041523899417</id><published>2005-12-02T16:09:00.000-08:00</published><updated>2005-12-02T17:47:56.566-08:00</updated><title type='text'>Blog do Castanho</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/1600/crashferrari.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/200/crashferrari.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Já viu uma Ferrari por dentro ?   Clique na foto para ampliar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. Fui pela primeira vez jogar poker com a turma do Felipe. Na verdade fui para aprender, porque nunca joguei, e só tinha uma leve noção. O engraçado foi a reação dos colegas dele quando comentei que tenho um blog. Você tem um blog ? Que engraçado. Na verdade, o que pareceu estranho para eles é que eu estava num grupo de cinco jovens com metade da minha idade, e só eu tinha um blog. Não que blog tenha idade para se criar um, mas Internet parece coisa para jovens. Orkut, coisas do gênero. Então, ser o único a ter um blog no meio de jovens internautas todos participantes do Orkut, pareceu uma coisa meio estranha para eles. Para mim, tudo bem. Eu me sinto mais jovem que muitos jovens por aí, apesar de estar quase chegando nos sessenta. Faço o que gosto, o que tenho vontade. Ando de moto, uso jeans, curto um cabelo mais comprido. Só não caio no ridículo de querer competir com a garotada. Na minha idade, já superei todas as fases pelas quais eles estão passando agora, e curto minha maturidade numa boa, tomando meu vinho, lendo meus livros, vendo meus filmes e curtindo minhas músicas.&lt;br /&gt;Agora, vamos às notícias: Traficantes queimam ônibus com passageiros no Rio. Depois são encontrados mortos dentro de um carro. Outra vez no Rio. Me chamou a atenção que, em três postagens nas quais comentei notícias de violências, todas eram relativas ao Rio. E olhe que eu moro em São Paulo, só vou ao Rio uma ou duas vezes por ano, porque adoro a cidade, e leio notícias de todo o mundo. Mas, a violência do Rio parece mais incômoda. Talvez porque esteja entranhada na pele dos moradores, que vivem, aterrorizados, esse estranho paradoxo: viver numa das cidades mais lindas do mundo, e passar sustos diários e preocupação com a própria vida, e com a sorte dos filhos e dos parentes mais próximos. Que coisa terrível, vocês não acham ? Morar numa cidade como aquela, e não ter liberdade para curtir tranquilo. Até na praia já tem arrastão. Já pensou, você na praia, numa boa, com a família e os amigos, tomando uma cervejinha, e, de repente, passa uma turba arrancando coisas das mãos de todo mundo, roubando bolsas, sacolas, bonés. Criando um tumulto e acabando com a paz de todos. &lt;br /&gt;Resumo: Acho que viver no Rio não deve ser mole, não. Lógico que deve ter muita gente que nunca passou por nada disso por lá, e pode até achar exagero tudo o que dizem. Por outro lado, tem gente que dá moleza pro azar, que usa relógio de ouro, anda no carro com vidro aberto e braço pra fora, carrega bolsa chique em plena calçada de Copacabana. Tem também os turistas, principalmente os argentinos que falam alto, gesticulam, andam chacoalhando as máquinas fotográficas,  só falta chamar bandido de meu louro. Aí não tem jeito. Parecem patinho de tiro ao alvo no parquinho. Me acerta, me acerta. Acho que gostam de ser assaltados para poder falar mal do Brasil lá na terra deles.&lt;br /&gt;Bom, vamos falar de coisas boas agora. Não sei se falo da derrota do Corinthians em Goiás, ou da vitória do São Paulo no mundial do Japão. Brincadeira. Lógico que eu sou sãopaulino, mas não tenho esse espírito de torcer contra outro time só porque o meu está fora da jogada. Também não vou torcer a favor, né ? Só faltava. Que vença o melhor, e tamos conversados.&lt;br /&gt;E acho que já vou, porque o assunto esgotou.&lt;br /&gt;Na verdade eu já estou bem cansado, hoje é sexta-feira, tive de madrugar às oito da manhã nestes dois últimos dias, fui dormir às duas na semana toda, e estou morrendo de sono.&lt;br /&gt;Bye, Bye Brother. It´s my English day. Tomorrow I will write in my macarronico English for you. Tchau.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-113357041523899417?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113357041523899417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113357041523899417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2005/12/blog-do-castanho.html' title='Blog do Castanho'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-113331691318067725</id><published>2005-11-29T17:34:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T18:43:12.163-08:00</updated><title type='text'>Vou de barco</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/1600/FotoBarcoNovo1.1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/200/FotoBarcoNovo1.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Clique na foto p/ ampliar)&lt;br /&gt;Pessoal, cada um tem sua forma de driblar o stress. Uns fazem ginástica, musculação. Outros correm. Jogam tênis, futebol, golfe.&lt;br /&gt;Pra mim nada disso funciona. O que me acalma mesmo é água, de preferência do mar, salgada e infinita. Gosto de pescar, embora não seja fanático. Aliás, o que me afasta das pescarias é a mania que os pescadores tem de acordar cedo. Só marcam pescaria às quatro, cinco seis da manhã. Pára com isso..Se é pra sofrer, melhor ir até a farmácia e tomar injeção de benzetacil, que parece coice de égua. Aliás, por falar em coice de égua, eu já tomei um coice na coxa quando tinha uns dezesseis anos e roubava cavalo pra passear aqui na Marginal Pinheiros - que ainda não era Marginal, somente uma estrada de terra na beira do rio - patada essa que passou a três centímetros da hombridade. Eu tenho calafrios só de pensar na desgraça que esse coice podia ter feito. Não teria nem filho, nem netinho, como hoje. Mas, vamos voltar ao assunto. Eu falava de água, de pescar, e, principalmente, de passear de barco. Eu adoro navegar, principalmente no mar. Gosto tanto que já tirei minha carta de Arrais Amador há mais de dez anos, e a de Mestre Amador há cerca de cinco anos.&lt;br /&gt;Tudo começou quando fiz um passeio de escuna em Ubatuba. Eu era campista, acampava num camping do CCB (Camping Clube do Brasil) na praia da Lagoinha há mais de vinte anos. De repente, naquele passeio até a ilha Anchieta, descobrí o mar. E na volta, descobrí o verdadeiro litoral, aquele que não se vê da estrada, as praias escondidas, remotas, inacessíveis por terra, as pedras, as escarpas, as verdadeiras curvas do litoral que só se vê do mar. E aquela imensidão de água, verdinha, azul, transparente, infinita...&lt;br /&gt;Acho que peguei uma febre, que só abrandou quando comprei meu primeiro barquinho de inflar. Pequenininho, dois metros, dois remos, e muita coragem pra dar a volta na ilha da praia da Lagoinha várias vezes, indo e vindo, virando marinheiro.&lt;br /&gt;Mais tarde foi um veleirinho Paturi, na represa de Guarapiranga, e o primeiro curso de vela. Anos mais tarde, uma lanchinha de vinte pés, um "utility boat", barco aberto com um painel central, permitindo percorrer todo o interior do barco em volta do painel de comando. Um  motor Mercury de 115 hp. E tome volta. Verdadeiras loucuras fizemos com esse barquinho, eu e o Felipe (vinte pés representam um barquinho de 6 metros de extensão, mais ou menos). Sempre saindo da Enseada, no Guarujá, e indo até Bertioga, dando a volta no Canal, saindo no Porto de Santos, e voltando pela Ilha da Moela, ou fazendo o percurso inverso. Me disse um amigo que essa volta pelo Canal de Bertioga tem 90 kilometros. Era sempre um passeio de três ou quatro horas, a boa velocidade. Mas, fomos também à Ilhabela, e demos a volta na ilha, encarando as ondas enormes do lado voltado para o alto mar. E Barra do Una, onde passamos um reveillon. E Angra dos Reis, para onde enviamos o barquinho (de caminhão), e passamos também um maravilhoso reveillon. E "as Ilhas", lindas, que ficam em frente à Barra do Saí, em S. Paulo. &lt;br /&gt;São lugares maravilhosos, que só quem navega conhece e pode descrever. Quando eu vejo o pessoal na praia, curtindo aquela areia e se torrando todo no sol, fico pensando que eles não sabem o que estão perdendo. Muitos deles poderiam ter um barquinho, e curtir outras praias, exclusivas de quem tem barco, águas mais limpas, maravilhosas, mas nem sabem que podem. Ficam apenas olhando para os barcos que passam ao longe, e sonham...&lt;br /&gt;Aliás, quem navega tem um código á parte. Não um código escrito ou falado, mas uma cumplicidade, que faz o comandante de um mega-barco de cincoenta pés cumprimentar o comandante de um barquinho de vinte pés quando passa por ele com o mesmo respeito que cumprimenta um barco maior. Porque no mar somos todos iguais frente a um elemento maior, uns ajudam os outros, e todos se respeitam. Menos os jet-skis. Parece que jet-skis só caem na mão de idiotas, que ficam andando em volta dos barcos parados, a mais de cinquenta por hora, chacoalhando tudo, espirrando água, fazendo barulho, pondo em risco todo mundo, e acabando com o sossego que o mar nos proporciona.&lt;br /&gt;Não gosto nem de pensar em jet-ski. Nem de falar esse nome. Aliás, agora que vendí meu barquinho só vivo triste e estressado. Não gosto nem de pensar em mar. &lt;br /&gt;Acho até que já enjoei.&lt;br /&gt;Vou parar por aqui. &lt;br /&gt;bay, bay, que eu vou pro mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-113331691318067725?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113331691318067725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113331691318067725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2005/11/vou-de-barco.html' title='Vou de barco'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-113331231606429732</id><published>2005-11-29T16:29:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T17:33:57.840-08:00</updated><title type='text'>Ou mato, ou morro...</title><content type='html'>Dia cheio hoje. O trânsito tá ficando cada vez mais louco. Quando você espera o maior trânsito, consegue andar legal. Aí, faltam dez minutos pra chegar no médico, para tudo, e você fica estressado em cinco minutos. Andar de carro em São Paulo não é pra qualquer um. Só louco mesmo. E tem de ter ar condicionado, pra deixar os vidros fechados e as portas travadas, senão, já viu, pode dançar na mão dos bandidos..&lt;br /&gt;Por falar em bandidos, eu tenho umas teorias meio loucas que gostaria de mandar pras autoridades, mas não tenho coragem. Por exemplo, com relação à segurança no Rio de Janeiro. Os traficantes tomaram conta dos morros, e não tem pra ninguém. A polícia já tentou de tudo (!), até o exército já entrou na dança, e nada. Agora, aqui na minha cabeça, fico lembrando das lições de História no tempo do descobrimento, e das guerras, invasões, etc. Sabe como faziam os ocupantes da terra para dominar o pedaço e evitar as invasões ? Buscavam o local mais alto e faziam lá um forte. Aí, de lá dominavam tudo, viam tudo, atingiam qualquer um e ninguém conseguia atingi-los.&lt;br /&gt;Será que os traficantes estudaram mais História que os policiais ou o exército ? Porque eles fizeram exatamente isso. Dominaram o topo dos morros e de lá enxergam todo mundo, metem bala em quem tenta entrar, são poderosos. &lt;br /&gt;"Agora pregunto": Por que a polícia ou o exército não fazem o mesmo. Porque eles não se instalam no topo dos morros, fazem lá uma fortaleza com heliponto e tudo,  e de lá dominam o morro, as entradas, as casas abaixo, e espantam os traficantes para outras bandas ? Sei lá. Acho que o metro quadrado lá na cobertura do morro é muito caro, e o governo não tem verba no superavit primário para tanto.&lt;br /&gt;Falando em vergonha (quem falou em vergonha ?), aqueles hospitais do Rio tão pela hora da morte. Sinceramente, eu não sei como o povo aguenta tudo em silencio. Parece gado quando vai para o matadouro. Lembra até as músicas do Vandré. &lt;br /&gt;De quem será a culpa ? &lt;br /&gt;Será do prefeito que quer outros cargos ?  &lt;br /&gt;Será da governadora que quer outros cargos ? &lt;br /&gt;Será do presidente que quer outros cargos ? &lt;br /&gt;Ou será do povo que não reage e vai votar neles de novo ? Acho que vai. Basta ver que o (falecido) Brizola foi eleito no Rio de Janeiro depois de prometer instalar escada rolante nos morros. Pelo menos foi o que falaram por aqui. E o Jader Barbalho que renunciou para não ter os direitos cassados e foi reeleito em seguida com a maior votação do país, no Pará. E o ACM que renunciou e tá lá de novo. É o mais votado da Bahia. E o Severino, que foi ovacionado pelo povo de sua terra depois de renunciar. &lt;br /&gt;Acho que vou mudar para um lugar desses e me candidatar a corrupto. Por lá é bem mais fácil...&lt;br /&gt;Não que sejam todos corruptos...Não estou dizendo isso. Eu é que estou querendo ser.&lt;br /&gt;Também, num país onde:&lt;br /&gt;-Doleiro (a profissão mais antiga do mundo é essa, e não aquela) é condenado a vinte e cinco anos de prisão, em São Paulo;&lt;br /&gt;-Uma vovózinha de oitenta anos, com cancer terminal e com o intestino pra fora, tem de dormir na prisão por "suspeita" de trafico, em São Paulo;&lt;br /&gt;-Os assassinos confessos dos pais da loirinha, e ela também, dormem em casa e saem na balada, em São Paulo; &lt;br /&gt;Vou dizer prá vocês o que eu acho dessa Justiça...&lt;br /&gt;Bom, amarelei e não vou mais dizer o que eu ia dizer, tá ?&lt;br /&gt;E chega, que eu hoje tô estressado. Deu pra perceber ??  &lt;br /&gt;Bye, bye ....que eu tô aprimorando meu Inglês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-113331231606429732?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113331231606429732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113331231606429732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2005/11/ou-mato-ou-morro.html' title='Ou mato, ou morro...'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-113323401087715142</id><published>2005-11-28T18:28:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T19:31:48.803-08:00</updated><title type='text'>Não estou lendo jornal</title><content type='html'>Assim fica difícil. Tô tentando fazer um blog, mas sem ler os jornais fico sem assunto. Vou tentar escrever assim mesmo.&lt;br /&gt;A notícia do dia é a festa dos gremistas pela conquista do título da série B do campeonato brasileiro. SÉRIE B...E os caras fazem a maior festa, como se fosse o campeonato nacional..Fala sério..&lt;br /&gt;Já pensou se o São Paulo ganha a copa mundial ? Vão derrubar o prédio da Gazeta, na Av. Paulista.&lt;br /&gt;Por falar em Gazeta, tenho trauma só de pensar na Fundação Cásper Líbero. Será que achar ruim é crime ? Se for, tô ferrado...Mas tenho motivo: Conheço um cara que foi jubilado no quarto ano de propaganda faltando apenas uma matéria (estatística), por meio ponto. Ou seja, já colou grau, tirou foto, passou em todas as outras matérias, fez mais sete matérias do novo curriculo, e não pode tirar diploma porque foi jubilado por meio ponto. Em estatística. E o professor da matéria foi demitido da faculdade, mas eles não deixam o cara tirar o diploma e exercer a profissão. E até o coordenador designado pelo conselho da faculdade para analisar o caso deu razão para o aluno, e recomendou que ele pudesse refazer apenas aquela matéria. E eles não deixam. Querem que ele faça novo vestibular, pode ? Acho que nem na antiga União Soviética os caras impediam um aluno que cursou todas as matérias, inclusive as novas, passou em todas, de receber o diploma e exercer sua profissão dignamente. Todo mundo sabe que existem leis, mas existem para benefício dos homens. Recentemente pude ler o despacho de um Juiz de Direito que dizia mais ou menos o seguinte: A Lei não admite, mas quem sou eu para decretar a infelicidade de uma pessoa pelo resto da vida. Despacho favorávelmente ao pleito da suplicante, apesar da Lei.  Que me desculpem os senhores do conselho da Fundação Cásper Líbero, mas acho que o Senhor Cásper Líbero tinha um sonho, e não ia deixar um aluno que entrou direto na Faculdade sem fazer vestibular, que sempre foi bom filho, hoje é bom pai, trabalha desde os quatorze anos, impedido de realizar seu sonho porque não conseguiu meio ponto de seu professor de estatística, demitido em seguida da Faculdade. Aliás, até o MEC já deu pareceres favoráveis em casos desse tipo, dizendo que não se pode impedir alguém de exercer uma profissão apenas porque não conseguiu a média em uma matéria, que não é a principal matéria do curso. &lt;br /&gt;Toda vez que eu passo perto da Gazeta, na Av. Paulista, eu lembro que aqui fora é perigoso, mas lá dentro também se mata. &lt;br /&gt;Mata-se sonhos. Mata-se esperança. Mata-se um futuro. Mata-se confiança.&lt;br /&gt;Bom..Por falar em matar, hoje teve a acareação do Sombra, acusado de ordenar a morte do ex-prefeito de Santo André, com os bandidos que sequestraram e mataram o prefeito.&lt;br /&gt;Todos os bandidos desta vez negaram tudo. &lt;br /&gt;Hora confessam, hora negam. &lt;br /&gt;Eu acho que bandido, quando nega, consente. Porque bandido é o contrário. Bandido é do mal. Então, bandido mente por profissão. e quando mente, está confessando. Porque ninguém espera que o bandido fale a verdade, acuse todo mundo, até porque a lei dos bandidos é cruel. Mata quem delata. &lt;br /&gt;Mas, esse caso do prefeito ainda tem coisas para descobrir. Quanto mais mexe, mais fede. Ainda bem que reabriram o caso, porque senão seria mais um veredito "fabricado" pelas forças ocultas que comandam nossa política e que mandam na polícia, na justiça, e, às vezes, até na imprensa também.&lt;br /&gt;E bay, bay, que eu tô ficando amargo quenem giló.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-113323401087715142?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113323401087715142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113323401087715142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2005/11/no-estou-lendo-jornal.html' title='Não estou lendo jornal'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19290471.post-113288723221423741</id><published>2005-11-24T18:25:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T18:02:37.520-08:00</updated><title type='text'>Fotografando com o celular</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/1600/Vulcan-800-1_800.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6253/1906/320/Vulcan-800-1_800.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, que maravilha a tecnologia. Já tirei mais de cem fotos com meu celular, e elas ficaram guardadas lá dentro sem que eu soubesse como baixá-las no micro. De repente, ganhei um notebook Toshiba Pentium III (que ainda é um processador muito atual), encostei o celular nele e...tcham...apareceu na tela do notebook uma mensagem dizendo que queria conversar com meu celular.&lt;br /&gt;Como é que pode ? As máquinas agora tem vida própria, e querem conversar entre sí !&lt;br /&gt;Aí ficou fácil. Foi só escolher a foto, pressionar a opção enviar pelo IR (InfraRed ou InfraVermelho) e pronto...foi pra conta. Apareceu a foto já na tela do notebook. Carambola... Dá até medo dessas máquinas modernas. De repente, você tá se escondendo de alguém atrás de um poste, e o celular começa a falar sósinho: Aqui ó, tô aqui ó, aqui atrás do poste...&lt;br /&gt;Não sei não. No meu tempo (e põe tempo nisso), nem o telefone funcionava. Pra falar de São Paulo com o Rio de Janeiro era mais rápido pegar a Dutra do que ligar pelo telefone.&lt;br /&gt;Aliás, quem se lembra do nome da Telefonica antigamente ? No tempo em que era nacional ?&lt;br /&gt;Acho que era CTB, Companhia Telefonica Brasileira. E tinha também a CTBC, Cia Telefonica Borda do Campo, que atendia o ABC em São Paulo, que é São Bernardo, Santo André e São Caetano do Sul.&lt;br /&gt;Bem, voltando ao celular, acho que gostei. E, conversando com meu filho, que já está ficando velho também (já tem 27 anos), concordamos que no futuro (bem) próximo o celular, palmtop e câmera digital serão uma coisa só. E mais alguns aparelhos que ainda vão inventar.&lt;br /&gt;Aqui em SP já tem o SemParar, que você instala no carro e passa direto pelo pedágio, recebendo a conta no final do mês (já debitada no Banco). Aliás, alguns Shoppings também já tem o SemParar nas portarias das garagens. Quem tem o aparelho entra direto, e já é debitado automáticamente depois de sair, das horas que ficou estacionado.&lt;br /&gt;Nos EEUU já existem supermercados com uma etiqueta nos produtos que permitem a você passar direto com o carrinho lotado pelo caixa. Passou, plim,plim,plim, tá tudo registrado e já sai a conta na caixa registradora. Já pensou ? Não precisa tirar nada do carrinho.&lt;br /&gt;Daqui a pouco já vem carne mastigada no pacote. É só engolir.&lt;br /&gt;Bom, enquanto eu espero, vou curtindo as fotos de meu netinho que estavam guardadas no celular. &lt;br /&gt;E bay bay, que eu não falo Inglês..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19290471-113288723221423741?l=paulocast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113288723221423741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19290471/posts/default/113288723221423741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paulocast.blogspot.com/2005/11/fotografando-com-o-celular.html' title='Fotografando com o celular'/><author><name>Paulo Castanho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09051003667248830786</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_h_B1V9i8lwo/TK6KgOmGvOI/AAAAAAAABTc/Wj3B6GEOwiU/S220/Suzuki1500.JPG'/></author></entry></feed>
