Friday, December 16, 2005

Soluções públicas


Acho que problemas modernos exigem soluções modernas. Não dá para conviver com os problemas atuais da cidade e ficar tentando resolver com as velhas soluções ou com paliativos. Tem de ser prático e direto.
Vamos aos exemplos:
1 - Vamos falar das enchentes no rio Tietê em São Paulo e das constantes paralizações no trânsito da Av. Marginal, principalmente em baixo da ponte das Bandeiras.
Ora, essa ponte foi construída no tempo do onça, quando meu pai remava no Rio Tietê, sócio do Clube de mesmo nome que fica ao lado da ponte.
Uma ponte baixa, construída sobre uma pista da avenida que fica abaixo do nível das margens do rio. Uma ponte que, ao passar sob ela um caminhão com carga um pouco mais alta, ou fica entalado, e atrapalha todo o trânsito, ou é obrigado a recuar e contornar por fora da ponte, fazendo do trânsito naquela avenida um dos piores do país.
Solução: Que tal construir outra ponte, ao lado daquela, talvez até duas pontes, uma à esquerda e outra à direita, pontes modernas, metálicas, altas. E então implodir a velha ponte. É monumento histórico ? Guardem fotos, guardem pedaços, mas não impeçam a cidade de crescer, de evoluir.
Quanto custa uma ponte ? Um milhão ? Dez milhões ? Cem milhões ? Não importa. Uma ponte custa bem menos que a vida de milhões de brasileiros que, diariamente, enfrentam os problemas de trânsito nos dias de chuva. E, com as pontes mais altas, levantem o piso da Av. Marginal. Levantem até uma altura suficiente para que a água deixe de se acumular naquele ponto e permita que o trânsito flua normalmente.
Busquem patrocínio. Tenho certeza de que dezenas de grandes empresas, bancos, indústrias, teriam o maior interesse em patrocinar a construção de uma nova ponte em troca de algum tipo de propaganda naquele local.
E não é só aquela ponte. São várias outras pontes nas marginais Pinheiros e Tietê que podem e devem ser refeitas, permitindo que o trânsito flua melhor, dando novas opções de caminhos para os infelizes que são obrigados a trafegar nas marginais paulistas.
Acho que está em tempo para o prefeito Serra estudar e dar início a esse projeto. E consolidar seu nome entre os grandes nomes da política paulista e nacional que com suas obras modificaram esta cidade, como Prestes Maia, Faria Lima, Jânio Quadros. E poder declarar publicamente: Obra de José Serra.

2 - E o problema dos morros no Rio ? Já escrevi aqui, mas vou insistir. Os traficantes dominam os morros desde o topo, com armas pesadas, munidos de binóculos, esquadrinhando todas as entradas e estradas dos morros, e impedindo qualquer tipo de ataque de surpresa pois estão sempre por cima.
Solução: Que tal inverter essa situação, e colocar o exército e a polícia lá em cima ? Em cima dos morros, fazendo quartéis, helipontos, fortalezas, e dominando os morros de cima para baixo, substituindo os traficantes, e espantando esses bandidos para outras plagas.
Por que será que já tentaram envolver o exército nessa luta, mas ninguém tentou se instalar no topo dos morros. Essa é uma estratégia básica de qualquer sistema de defesa. Desde a idade da pedra o homem já conhecia essa tática, e se instalava em locais de onde pudesse dominar o maior território possível. Os castelos, os fortes, as cidades, eram todos instalados nos locais mais altos, facilitando a defesa e dificultando os ataques do inimigo.
A polícia do Rio já tentou usar até helicóptero, para dominar os ares (e ficou vulnerável), mas não se instala lá em cima, no próprio morro, bem armada, com lunetas, com fuzis, com metralhadoras, com câmeras de vídeo e, principalmente, com vontade de resolver de vez o problema da violência que vem dos morros do Rio de Janeiro.

Outro assunto: Do Rodoanel de São Paulo então nem se fala. Não vale a pena. Porque de política eu me recuso a falar. Quem sabe no próximo ano, depois das eleições, possamos falar de Rodoanel em torno da cidade de São Paulo, resolvendo os principais problemas de trânsito nas vias marginais. Para isso, é só eleger alguém que se preocupe com a cidade, e não com os adversários políticos. E tenho dito.

A partir do próximo blog vou começar a contar histórias que vivenciei. Histórias engraçadas, ou diferentes do convencional, ou estranhas. Todas as histórias que vierem à minha lembrança e que eu considerar interessantes.
E vou parando, que nossa nova gatinha não me deixa escrever direito. Ela pula em meu colo, sobe na cabeça, lambe a orelha, arranha a barriga. O bicho não para, só quer brincar, mas é super divertida.
Bay, bay, a8///// - sabem quem te clou? a gatinha....Tchau..//////////////////////////

Friday, December 02, 2005

Blog do Castanho



(Já viu uma Ferrari por dentro ? Clique na foto para ampliar).

Engraçado. Fui pela primeira vez jogar poker com a turma do Felipe. Na verdade fui para aprender, porque nunca joguei, e só tinha uma leve noção. O engraçado foi a reação dos colegas dele quando comentei que tenho um blog. Você tem um blog ? Que engraçado. Na verdade, o que pareceu estranho para eles é que eu estava num grupo de cinco jovens com metade da minha idade, e só eu tinha um blog. Não que blog tenha idade para se criar um, mas Internet parece coisa para jovens. Orkut, coisas do gênero. Então, ser o único a ter um blog no meio de jovens internautas todos participantes do Orkut, pareceu uma coisa meio estranha para eles. Para mim, tudo bem. Eu me sinto mais jovem que muitos jovens por aí, apesar de estar quase chegando nos sessenta. Faço o que gosto, o que tenho vontade. Ando de moto, uso jeans, curto um cabelo mais comprido. Só não caio no ridículo de querer competir com a garotada. Na minha idade, já superei todas as fases pelas quais eles estão passando agora, e curto minha maturidade numa boa, tomando meu vinho, lendo meus livros, vendo meus filmes e curtindo minhas músicas.
Agora, vamos às notícias: Traficantes queimam ônibus com passageiros no Rio. Depois são encontrados mortos dentro de um carro. Outra vez no Rio. Me chamou a atenção que, em três postagens nas quais comentei notícias de violências, todas eram relativas ao Rio. E olhe que eu moro em São Paulo, só vou ao Rio uma ou duas vezes por ano, porque adoro a cidade, e leio notícias de todo o mundo. Mas, a violência do Rio parece mais incômoda. Talvez porque esteja entranhada na pele dos moradores, que vivem, aterrorizados, esse estranho paradoxo: viver numa das cidades mais lindas do mundo, e passar sustos diários e preocupação com a própria vida, e com a sorte dos filhos e dos parentes mais próximos. Que coisa terrível, vocês não acham ? Morar numa cidade como aquela, e não ter liberdade para curtir tranquilo. Até na praia já tem arrastão. Já pensou, você na praia, numa boa, com a família e os amigos, tomando uma cervejinha, e, de repente, passa uma turba arrancando coisas das mãos de todo mundo, roubando bolsas, sacolas, bonés. Criando um tumulto e acabando com a paz de todos.
Resumo: Acho que viver no Rio não deve ser mole, não. Lógico que deve ter muita gente que nunca passou por nada disso por lá, e pode até achar exagero tudo o que dizem. Por outro lado, tem gente que dá moleza pro azar, que usa relógio de ouro, anda no carro com vidro aberto e braço pra fora, carrega bolsa chique em plena calçada de Copacabana. Tem também os turistas, principalmente os argentinos que falam alto, gesticulam, andam chacoalhando as máquinas fotográficas, só falta chamar bandido de meu louro. Aí não tem jeito. Parecem patinho de tiro ao alvo no parquinho. Me acerta, me acerta. Acho que gostam de ser assaltados para poder falar mal do Brasil lá na terra deles.
Bom, vamos falar de coisas boas agora. Não sei se falo da derrota do Corinthians em Goiás, ou da vitória do São Paulo no mundial do Japão. Brincadeira. Lógico que eu sou são-paulino, mas não tenho esse espírito de torcer contra outro time só porque o meu está fora da jogada. Também não vou torcer a favor, né ? Só faltava. Que vença o melhor, e estamos conversados.
E acho que já vou, porque o assunto esgotou.
Na verdade eu já estou bem cansado, hoje é sexta-feira, tive de madrugar às oito da manhã nestes dois últimos dias, fui dormir às duas na semana toda, e estou morrendo de sono.
Bye, Bye Brother. It´s my English day. Tomorrow I will write in my macarronico English for you. Tchau.