Tuesday, November 29, 2005

Vou de barco


(Clique na foto p/ ampliar)
Pessoal, cada um tem sua forma de driblar o stress. Uns fazem ginástica, musculação. Outros correm. Jogam tênis, futebol, golfe.
Pra mim nada disso funciona. O que me acalma mesmo é água, de preferência do mar, salgada e infinita. Gosto de pescar, embora não seja fanático. Aliás, o que me afasta das pescarias é a mania que os pescadores tem de acordar cedo. Só marcam pescaria às quatro, cinco seis da manhã. Pára com isso..Se é pra sofrer, melhor ir até a farmácia e tomar injeção de benzetacil, que parece coice de égua. Aliás, por falar em coice de égua, eu já tomei um coice na coxa quando tinha uns dezesseis anos e roubava cavalo pra passear aqui na Marginal Pinheiros - que ainda não era Marginal, somente uma estrada de terra na beira do rio - patada essa que passou a três centímetros da hombridade. Eu tenho calafrios só de pensar na desgraça que esse coice podia ter feito. Não teria nem filho, nem netinho, como hoje. Mas, vamos voltar ao assunto. Eu falava de água, de pescar, e, principalmente, de passear de barco. Eu adoro navegar, principalmente no mar. Gosto tanto que já tirei minha carta de Arrais Amador há mais de dez anos, e a de Mestre Amador há cerca de cinco anos.
Tudo começou quando fiz um passeio de escuna em Ubatuba. Eu era campista, acampava num camping do CCB (Camping Clube do Brasil) na praia da Lagoinha há mais de vinte anos. De repente, naquele passeio até a ilha Anchieta, descobrí o mar. E na volta, descobrí o verdadeiro litoral, aquele que não se vê da estrada, as praias escondidas, remotas, inacessíveis por terra, as pedras, as escarpas, as verdadeiras curvas do litoral que só se vê do mar. E aquela imensidão de água, verdinha, azul, transparente, infinita...
Acho que peguei uma febre, que só abrandou quando comprei meu primeiro barquinho de inflar. Pequenininho, dois metros, dois remos, e muita coragem pra dar a volta na ilha da praia da Lagoinha várias vezes, indo e vindo, virando marinheiro.
Mais tarde foi um veleirinho Paturi, na represa de Guarapiranga, e o primeiro curso de vela. Anos mais tarde, uma lanchinha de vinte pés, um "utility boat", barco aberto com um painel central, permitindo percorrer todo o interior do barco em volta do painel de comando. Um motor Mercury de 115 hp. E tome volta. Verdadeiras loucuras fizemos com esse barquinho, eu e o Felipe (vinte pés representam um barquinho de 6 metros de extensão, mais ou menos). Sempre saindo da Enseada, no Guarujá, e indo até Bertioga, dando a volta no Canal, saindo no Porto de Santos, e voltando pela Ilha da Moela, ou fazendo o percurso inverso. Me disse um amigo que essa volta pelo Canal de Bertioga tem 90 kilometros. Era sempre um passeio de três ou quatro horas, a boa velocidade. Mas, fomos também à Ilhabela, e demos a volta na ilha, encarando as ondas enormes do lado voltado para o alto mar. E Barra do Una, onde passamos um reveillon. E Angra dos Reis, para onde enviamos o barquinho (de caminhão), e passamos também um maravilhoso reveillon. E "as Ilhas", lindas, que ficam em frente à Barra do Saí, em S. Paulo.
São lugares maravilhosos, que só quem navega conhece e pode descrever. Quando eu vejo o pessoal na praia, curtindo aquela areia e se torrando todo no sol, fico pensando que eles não sabem o que estão perdendo. Muitos deles poderiam ter um barquinho, e curtir outras praias, exclusivas de quem tem barco, águas mais limpas, maravilhosas, mas nem sabem que podem. Ficam apenas olhando para os barcos que passam ao longe, e sonham...
Aliás, quem navega tem um código á parte. Não um código escrito ou falado, mas uma cumplicidade, que faz o comandante de um mega-barco de cincoenta pés cumprimentar o comandante de um barquinho de vinte pés quando passa por ele com o mesmo respeito que cumprimenta um barco maior. Porque no mar somos todos iguais frente a um elemento maior, uns ajudam os outros, e todos se respeitam. Menos os jet-skis. Parece que jet-skis só caem na mão de idiotas, que ficam andando em volta dos barcos parados, a mais de cinquenta por hora, chacoalhando tudo, espirrando água, fazendo barulho, pondo em risco todo mundo, e acabando com o sossego que o mar nos proporciona.
Não gosto nem de pensar em jet-ski. Nem de falar esse nome. Aliás, agora que vendí meu barquinho só vivo triste e estressado. Não gosto nem de pensar em mar.
Acho até que já enjoei.
Vou parar por aqui.
bay, bay, que eu vou pro mar.

Ou mato, ou morro...

Dia cheio hoje. O trânsito tá ficando cada vez mais louco. Quando você espera o maior trânsito, consegue andar legal. Aí, faltam dez minutos pra chegar no médico, para tudo, e você fica estressado em cinco minutos. Andar de carro em São Paulo não é pra qualquer um. Só louco mesmo. E tem de ter ar condicionado, pra deixar os vidros fechados e as portas travadas, senão, já viu, pode dançar na mão dos bandidos..
Por falar em bandidos, eu tenho umas teorias meio loucas que gostaria de mandar pras autoridades, mas não tenho coragem. Por exemplo, com relação à segurança no Rio de Janeiro. Os traficantes tomaram conta dos morros, e não tem pra ninguém. A polícia já tentou de tudo (!), até o exército já entrou na dança, e nada. Agora, aqui na minha cabeça, fico lembrando das lições de História no tempo do descobrimento, e das guerras, invasões, etc. Sabe como faziam os ocupantes da terra para dominar o pedaço e evitar as invasões ? Buscavam o local mais alto e faziam lá um forte. Aí, de lá dominavam tudo, viam tudo, atingiam qualquer um e ninguém conseguia atingi-los.
Será que os traficantes estudaram mais História que os policiais ou o exército ? Porque eles fizeram exatamente isso. Dominaram o topo dos morros e de lá enxergam todo mundo, metem bala em quem tenta entrar, são poderosos.
"Agora pregunto": Por que a polícia ou o exército não fazem o mesmo. Porque eles não se instalam no topo dos morros, fazem lá uma fortaleza com heliponto e tudo, e de lá dominam o morro, as entradas, as casas abaixo, e espantam os traficantes para outras bandas ? Sei lá. Acho que o metro quadrado lá na cobertura do morro é muito caro, e o governo não tem verba no superavit primário para tanto.
Falando em vergonha (quem falou em vergonha ?), aqueles hospitais do Rio tão pela hora da morte. Sinceramente, eu não sei como o povo aguenta tudo em silencio. Parece gado quando vai para o matadouro. Lembra até as músicas do Vandré.
De quem será a culpa ?
Será do prefeito que quer outros cargos ?
Será da governadora que quer outros cargos ?
Será do presidente que quer outros cargos ?
Ou será do povo que não reage e vai votar neles de novo ? Acho que vai. Basta ver que o (falecido) Brizola foi eleito no Rio de Janeiro depois de prometer instalar escada rolante nos morros. Pelo menos foi o que falaram por aqui. E o Jader Barbalho que renunciou para não ter os direitos cassados e foi reeleito em seguida com a maior votação do país, no Pará. E o ACM que renunciou e tá lá de novo. É o mais votado da Bahia. E o Severino, que foi ovacionado pelo povo de sua terra depois de renunciar.
Acho que vou mudar para um lugar desses e me candidatar a corrupto. Por lá é bem mais fácil...
Não que sejam todos corruptos...Não estou dizendo isso. Eu é que estou querendo ser.
Também, num país onde:
-Doleiro (a profissão mais antiga do mundo é essa, e não aquela) é condenado a vinte e cinco anos de prisão, em São Paulo;
-Uma vovózinha de oitenta anos, com cancer terminal e com o intestino pra fora, tem de dormir na prisão por "suspeita" de trafico, em São Paulo;
-Os assassinos confessos dos pais da loirinha, e ela também, dormem em casa e saem na balada, em São Paulo;
Vou dizer prá vocês o que eu acho dessa Justiça...
Bom, amarelei e não vou mais dizer o que eu ia dizer, tá ?
E chega, que eu hoje tô estressado. Deu pra perceber ??
Bye, bye ....que eu tô aprimorando meu Inglês.

Monday, November 28, 2005

Não estou lendo jornal

Assim fica difícil. Tô tentando fazer um blog, mas sem ler os jornais fico sem assunto. Vou tentar escrever assim mesmo.
A notícia do dia é a festa dos gremistas pela conquista do título da série B do campeonato brasileiro. SÉRIE B...E os caras fazem a maior festa, como se fosse o campeonato nacional..Fala sério..
Já pensou se o São Paulo ganha a copa mundial ? Vão derrubar o prédio da Gazeta, na Av. Paulista.
Por falar em Gazeta, tenho trauma só de pensar na Fundação Cásper Líbero. Será que achar ruim é crime ? Se for, tô ferrado...Mas tenho motivo: Conheço um cara que foi jubilado no quarto ano de propaganda faltando apenas uma matéria (estatística), por meio ponto. Ou seja, já colou grau, tirou foto, passou em todas as outras matérias, fez mais sete matérias do novo curriculo, e não pode tirar diploma porque foi jubilado por meio ponto. Em estatística. E o professor da matéria foi demitido da faculdade, mas eles não deixam o cara tirar o diploma e exercer a profissão. E até o coordenador designado pelo conselho da faculdade para analisar o caso deu razão para o aluno, e recomendou que ele pudesse refazer apenas aquela matéria. E eles não deixam. Querem que ele faça novo vestibular, pode ? Acho que nem na antiga União Soviética os caras impediam um aluno que cursou todas as matérias, inclusive as novas, passou em todas, de receber o diploma e exercer sua profissão dignamente. Todo mundo sabe que existem leis, mas existem para benefício dos homens. Recentemente pude ler o despacho de um Juiz de Direito que dizia mais ou menos o seguinte: A Lei não admite, mas quem sou eu para decretar a infelicidade de uma pessoa pelo resto da vida. Despacho favorávelmente ao pleito da suplicante, apesar da Lei. Que me desculpem os senhores do conselho da Fundação Cásper Líbero, mas acho que o Senhor Cásper Líbero tinha um sonho, e não ia deixar um aluno que entrou direto na Faculdade sem fazer vestibular, que sempre foi bom filho, hoje é bom pai, trabalha desde os quatorze anos, impedido de realizar seu sonho porque não conseguiu meio ponto de seu professor de estatística, demitido em seguida da Faculdade. Aliás, até o MEC já deu pareceres favoráveis em casos desse tipo, dizendo que não se pode impedir alguém de exercer uma profissão apenas porque não conseguiu a média em uma matéria, que não é a principal matéria do curso.
Toda vez que eu passo perto da Gazeta, na Av. Paulista, eu lembro que aqui fora é perigoso, mas lá dentro também se mata.
Mata-se sonhos. Mata-se esperança. Mata-se um futuro. Mata-se confiança.
Bom..Por falar em matar, hoje teve a acareação do Sombra, acusado de ordenar a morte do ex-prefeito de Santo André, com os bandidos que sequestraram e mataram o prefeito.
Todos os bandidos desta vez negaram tudo.
Hora confessam, hora negam.
Eu acho que bandido, quando nega, consente. Porque bandido é o contrário. Bandido é do mal. Então, bandido mente por profissão. e quando mente, está confessando. Porque ninguém espera que o bandido fale a verdade, acuse todo mundo, até porque a lei dos bandidos é cruel. Mata quem delata.
Mas, esse caso do prefeito ainda tem coisas para descobrir. Quanto mais mexe, mais fede. Ainda bem que reabriram o caso, porque senão seria mais um veredito "fabricado" pelas forças ocultas que comandam nossa política e que mandam na polícia, na justiça, e, às vezes, até na imprensa também.
E bay, bay, que eu tô ficando amargo quenem giló.

Thursday, November 24, 2005

Fotografando com o celular


Pessoal, que maravilha a tecnologia. Já tirei mais de cem fotos com meu celular, e elas ficaram guardadas lá dentro sem que eu soubesse como baixá-las no micro. De repente, ganhei um notebook Toshiba Pentium III (que ainda é um processador muito atual), encostei o celular nele e...tcham...apareceu na tela do notebook uma mensagem dizendo que queria conversar com meu celular.
Como é que pode ? As máquinas agora tem vida própria, e querem conversar entre sí !
Aí ficou fácil. Foi só escolher a foto, pressionar a opção enviar pelo IR (InfraRed ou InfraVermelho) e pronto...foi pra conta. Apareceu a foto já na tela do notebook. Carambola... Dá até medo dessas máquinas modernas. De repente, você tá se escondendo de alguém atrás de um poste, e o celular começa a falar sozinho: Aqui ó, tô aqui ó, aqui atrás do poste...
Não sei não. No meu tempo (e põe tempo nisso), nem o telefone funcionava. Pra falar de São Paulo com o Rio de Janeiro era mais rápido pegar a Via Dutra do que ligar pelo telefone.
Aliás, quem se lembra do nome da Telefônica antigamente ? No tempo em que era nacional ?
Acho que era CTB, Companhia Telefônica Brasileira. E tinha também a CTBC, Cia Telefônica Borda do Campo, que atendia o ABC em São Paulo, que é São Bernardo, Santo André e São Caetano do Sul.
Bem, voltando ao celular, acho que gostei. E, conversando com meu filho, que já está ficando velho também (já tem 27 anos), concordamos que no futuro (bem) próximo o celular, palmtop e câmera digital serão uma coisa só. E mais alguns aparelhos que ainda vão inventar.
Aqui em SP já tem o Sem Parar, que você instala no carro e passa direto pelo pedágio, recebendo a conta no final do mês (já debitada no Banco). Aliás, alguns Shoppings também já tem o Sem Parar nas portarias das garagens. Quem tem o aparelho entra direto, e já é debitado automaticamente depois de sair, das horas que ficou estacionado.
Nos EEUU já existem supermercados com uma etiqueta nos produtos que permitem a você passar direto com o carrinho lotado pelo caixa. Passou, plim,plim,plim, tá tudo registrado e já sai a conta na caixa registradora. Já pensou ? Não precisa tirar nada do carrinho.
Daqui a pouco já vem carne mastigada no pacote. É só engolir.
Bom, enquanto eu espero, vou curtindo as fotos de meu netinho que estavam guardadas no celular.
E bay bay, que eu não falo Inglês..